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Congresso Mundial de Hidrocefalia – Kobe, Japão 2017

Congresso Mundial de Hidrocefalia – Kobe, Japão 2017

Postado em 19 de outubro de 2017

Em setembro estive no Japão. Na cidade de Kobe, perto de Osaka, aconteceu o IX Congresso Mundial de Hidrocefalia. Participei deste evento e apresentei trabalhos neurocientíficos desenvolvidos pelo meu grupo de pesquisa aqui no Brasil.

Para quem não sabe, a palavra hidrocefalia vem do grego e significa “água na cabeça” (hidro=água e cefalo=cabeça). Trata-se de uma doença neurológica muito séria que acomete crianças, adultos e idosos. O líquido cefalorraquidiano (líquor) fica represado dentro dos ventrículos cerebrais provocando compressão de dentro para fora e desta forma atrapalhando o funcionamento do sistema nervoso central. O diagnóstico pode ser feito com tomografia de crânio ou ressonância magnética de encéfalo.

Na terceira idade, a hidrocefalia pode se manifestar de forma lenta, mas muito debilitante. É denominada HIDROCEFALIA DE PRESSÃO NORMAL (cid G91.2) e três sintomas podem aparecer juntos ou separados:

1) Alteração de marcha, com passos pequenos e inseguros, parecendo até mesmo com o mal de Parkinson e que muitas vezes provoca quedas e acidentes domésticos graves. A dificuldade para andar evolui de forma progressiva, mesmo tendo força e reflexos normais nas pernas. Chega um momento que a bengala passa a ser usada como acessório fundamental para a mobilidade, depois o andador e finalmente a cadeira de rodas;

2) Problemas de memória e agilidade mental, principalmente a memória de curto-prazo e que pode ser confundida com início da doença de Alzheimer;

3) Incontinência urinária, muitas vezes provocando situações embaraçantes, chegando no momento em que as fraldas passam a ser sempre necessárias.

O tratamento neurocirúrgico e a reabilitação multiprofissional devolvem ao paciente a capacidade de andar, memorizar e controlar a urina novamente. Atualmente, cerca de 120.000 brasileiros podem ter o diagnóstico de HIDROCEFALIA DE PRESSÃO NORMAL (HPN), mas certamente muitos não sabem e por isso não serão tratados. A única maneira de resolvermos esta situação é através da divulgação de informações sobre a HPN e da sensibilização de toda a população brasileira sobre essa doença.

Mais novidades sobre este Congresso Médico Internacional, eu contei no programa Encontro com Fátima Bernardes e você pode assistir clicando aqui.

 

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